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| Gravura 1 - Hermenegildo Capello e Roberto Ivens. Fonte: https://tertuliabibliofila.blogspot.com |
Por volta das 03:55 horas, no Centro de Transportes de Valença, deixo um beijo à minha mulher e entro no autocarro galego, com um aperto no coração, para seguir para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, onde me encontrarei com o amigo e coordenador deste trabalho de investigação, Fillipe Tamiozzo. Fillipe está a desenvolver uma investigação no âmbito do pós-doutoramento, na Universidade de Coimbra, pelo que saímos juntos de Portugal para atravessarmos o charco.
Com uma breve paragem em Lisboa, para trocarmos de avião, atravessámos o Atlântico, numa viagem de cerca de 09:30 horas de duração, com escala em São Paulo, para mudarmos de avião e seguirmos em voo interno até São Luís do Maranhão; a hora de chegada foi por volta da uma da madrugada. Aí pernoitámos, num hotel próximo do aeroporto. No dia seguinte, por volta das 08:00 horas da manhã, regressámos ao Aeroporto Internacional de São Luís - Marechal Hugo da Cunha Machado, para seguirmos para Imperatriz, no interior do Estado do Maranhão. No também conhecido como Aeroporto do Tirirical, pudemos degustar um café expresso com o sabor e intensidade que em Portugal tanto apreciamos e do qual já tínhamos saudade; a partir de então, corremos sempre os vários aeroportos, à procura de tão estimulante poção.
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| Foto 1 - Um café expresso tão “nosso”, forte e intenso. |
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| Foto 2 - Rio Tocantins, separando o Estado do Maranhão do Estado de Tocantins |
Chegados a um simples hotel no centro do reboliço da segunda maior cidade do Maranhão,com cerca de 258 mil habitantes, esperava-nos o amigo Coronel Paulo Barroso, do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, cuja função nesta missão foi de integração do CBM de Imperatriz e no apoio à organização operacional das ações de segurança e queima.
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| Foto 3 - Rua do Hotel, na cidade de Imperatriz, Maranhão |
Uma vez acomodados, saímos de imediato para almoçar e colocar em ordem a preparação dos dias que se seguiriam. Ainda era preciso adquirir algum material para identificação das plantas nas parcelas alvo de estudo, bem como levantar dinheiro, pois a próxima cidade não teria caixas multibanco compatíveis com os nossos bancos. A rua do hotel era confusamente movimentada, sem sarjetas, os efluentes drenavam no quente asfalto para evaporarem e exalarem todo o tipo de cheiros. Na variedade de espaços comerciais, entre açougues (talhos) com carne de sol à porta, casas de moda, de venda de celulares (telemóveis), destacavam-se inúmeras farmácias e, numa pequena praça ao final da rua, acomodavam-se os vendedores ambulantes que vendiam de tudo um pouco.
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| Foto 4 - Carne de sol a secar na Rua do Hotel |
O dia fez-se muito curto para quem partira na madrugada do dia anterior, atravessando o Atlântico e parte do território brasileiro, para quem já de antemão sabia que os dias seguintes prometiam um esforço muito maior. Era o momento de aproveitar a noite para descansar, reduzir a temperatura do ar condicionado para 16 ºC e pulverizar-me com o mais forte repelente, de forma a evitar as tormentosas picadelas de mosquitos e melgas (muriçocas ou pernilongos, no Brasil).





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