sábado, 11 de março de 2017

VHI - Vegetation Health Index e os incêndios em 2017 no Alto Minho

O Índice de Saúde da Vegetação (Vegetation Health Index -VHI) é um índice aproximado sobre o estado vegetativo ou uma combinação das condições de humidade e temperatura. Se os índices estiverem abaixo de 40, indica um nível de maior stress da vegetação, podendo conduzir a perdas das culturas e da produtividade das pastagens. Por outro lado, mantendo-se esta situação ou incrementando-se poderá levar a uma antecipação da época de incêndios florestais, devido ao aumento da suscetibilidade e disponibilidade da carga de combustíveis florestais.
Se os índices se encontrarem acima de 60, verificam-se então condições favoráveis para uma produção abundante, devido ao aumento vegetativo.
O VHI pode ser útil na previsão da época de incêndios florestais.
Fonte: Center for Satellite Applications and Research (STAR) - NOAA Satellite and Information Service (NESDIS) 
A figura acima mostra uma análise comparativa do VHI a 3 de Março, nos anos 2015, 2016 e 2017. Podemos assim verificar uma redução generalizada em todo o território do Alto Minho, ao nível vegetativo. Se 2016 apresentava nesta altura (Março) um maior vigor vegetativo que levou a um verão com incêndios de menor severidade apesar da sua extensão, 2017 parece assemelhar-se ao ano 2015, no entanto com uma redução vegetativa generalizada e pontualmente agravada em determinadas zonas, como o sul do concelho de Melgaço (Castro Laboreiro, com valores críticos inferiores a 36) e praticamente todo o concelho de Paredes de Coura (com valores inferiores a 60).

Se somarmos a estas observações as previsões estacionais do modelo meteorológico ECMWF, para o Alto Minho teremos um março normal ao nível da precipitação e da temperatura, o mesmo não parece ocorrer para abril e maio, os quais prevêem-se mais quentes e perigosamente mais secos. Confirmando-se estes dados, ainda que nos últimos 2 anos o território tenha sido muito afetado por GIF's, a situação no Alto Minho poderá ser novamente de incêndios florestais e tanto ou mais severos do que aqueles registados em 2015, em zonas que não arderam em 2015 e 2016.
O mapa de retorno permite-nos identificar as áreas que têm uma forte probabilidade para voltar a sofrer os efeitos dos incêndios florestais com base na última passagem do fogo. Se existirem áreas cuja última passagem de GIF's foi em 2010 e 2011, estas zonas têm potencial de voltar a ser atingidas por incêndios recorrentes neste ano, sempre que se encontrem reunidas as condições (normalmente semelhantes às de fogos passados).
Mapa de Retorno após incêndios 2016. 

Digno é de destacar, um potencial aumento da probabilidade do número de incêndios na região Centro de Portugal, a qual será posteriormente alvo de análise nesta página, devido às condições observadas e previstas, bem como pelo período de retorno dos grandes incêndios florestais.
Obviamente que o risco de incêndio está dependente da piroatividade registada e quanto a isto importa monitorizar o número de ocorrências, principalmente nos territórios que se encontram na fase de períodos de retorno.

Fonte: EFFIS - European Forest Fire Information System




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