sábado, 28 de junho de 2014

Os sábios e os incêndios

Seguidamente, transcreve-se um artigo de opinião do especialista em assuntos económicos e políticos Francisco Sarsfield Cabral que levanta algumas questões pertinentes sobre a problemática dos incêndios florestais. Apesar de não ser um técnico ou conhecedor aprofundado desta temática, faz afirmações muito interessantes que nos chamam a atenção pelos repetitivos erros e nada mudar em Portugal!

Francisco Sarsfield Cabral
30-08-2013

Seria mais interessante, mas mais trabalhoso, saber por que motivo nada de eficaz se concretizou em escala significativa ao longo de tantos anos.

Como desde há décadas tem acontecido, uma grande vaga de incêndios florestais suscita dezenas de opiniões sobre como resolver o assunto. Só que o excesso de fogos não se resolve repetindo receitas inexequíveis.

Falta limpar as matas, repete-se pela enésima vez. E lá vêm de novo propostas para pôr soldados, presos, desempregados, beneficiários do rendimento social de inserção, etc. A limpar matas e a abrir caminhos. Não se diz se com algum salário, ainda que simbólico. Nem o que fazer com os resíduos (biomassa?). Denuncia-se que as matas do estado dão mau exemplo em matéria de limpeza. E que as leis não são cumpridas. Também se critica o excesso de eucaliptos e de pinheiros – as espécies que dão dinheiro e depressa.

Seria mais interessante, mas mais trabalhoso, saber por que motivo nada de eficaz se concretizou em escala significativa ao longo de tantos anos. Se calhar, está errada a ideia defendida desde há quase um século de que Portugal deve ser um país de floresta. Talvez interesse, afinal, ter mais agricultura e menos árvores. É tudo uma questão de incentivos.

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